O Programa enfatiza a vacinação dos rebanhos, o controle dos morcegos hematófagos, o controle de produtos usados na alimentação animal, o controle da importação de animais e produtos e a vigilância epidemiológica.
Ações para o controle da Raiva
Captura dos morcegos em redes e equipamentos apropriados específicos para a atividade. Após serem presos, os morcegos hematófagos recebem nas costas uma pasta com anticoagulante, são soltos e voltam ao abrigo. Por terem o hábito se lamber, ingerem a pasta que dá início a hemorragia que os leva à morte.
Recomendações
Ao suspeitar da doença ou verificar a presença de morcegos hematófagos em sua propriedade, o produtor rural deve:
• Comunicar o fato imediatamente ao escritório do IMA,
• Isolar o animal do restante do rebanho e não manejá-lo,
• Não sacrificar o animal,
• Não colocar a mão na boca do animal que parecer engasgado,
• Não colocar medicamentos na ferida provocada pelo morcego, pois ele perceberá e irá morder outro animal,
• Lavar a ferida com água e sabão, e procurar rapidamente o posto médico, caso seja mordido por morcegos.
Raiva
A raiva é causada por um vírus que ataca o sistema nervoso de animais como: bois, cabritos, porcos, cavalos, ovelhas, gatos e cães. Na maioria das vezes é pela mordida dos morcegos hematófagos na tábua do pescoço, lombo e garupa que os animais são contaminados. Os morcegos hematófagos transmitem a Raiva pela saliva no momento da mordida e não prescisam apresentar os sintomas da doença, basta estarem infectados. Os animais contaminados apresentam:
• Isolamento do restante do rebanho,
• Tristeza,
• Tremores musculares,
• Perda de peso,
• Salivação intensa,
• Falta de coordenação – dificuldade de permanecer em pé, andar cambaleante, quedas e dificuldade para levantar-se,
• Paralisia dos membros posteriores.
Os morcegos hematófagos têm seu habitat nas cavernas, montanhas, furnas, bueiros - locais, em sua maioria, de difícil acesso.
Ações para o controle das Encefalopatia Espongiforme Transmissível
Trânsito e cadastramento de bovinos importados
Todos os bovinos importados para Minas Gerais são cadastrados e monitorados pelo IMA, pois podem ter sido contaminados no país de origem. Os animais oriundos, principalmente, de países de risco como EUA, Canadá, Inglaterra têm seu destino acompanhado pelo IMA. Assim, se um animal importado, que estiver no município A for transferido para o município B, o proprietário deve obrigatoriamente comunicar ao IMA a mudança para que os técnicos continuem o monitoramento no município B. A mesma obrigatoriedade de comunicação ao IMA ocorre no caso de morte do animal importado.
Sacrifício do bovino importado
Os bovinos e bubalinos importados, ao final da fase produtiva (final da produção de embriões, sêmem) são, obrigatoriamente, sacrificados por técnicos do IMA e as carcaças incineradas e enterradas na propriedade. O proprietário do animal é responsável por solicitar o sacrifício, que poderá gerar indenização. Ao realizar o sacrifício, os técnicos do IMA coletam material para realização do exame histopatológico para a doença.
Fiscalização dos alimentos de ruminantes
Nas propriedades rurais são inspecionadas rações, concentrados, suplementos protéicos e outros produtos usados na alimentação dos ruminantes. Esses produtos devem ter registro no Mapa e para aqueles produzidos no local ou em outra propriedade são coletadas amostras para testes em laboratório afim de verificar a presença dos subprodutos vetados. Caso haja confirmação laboratorial, os animais que consumiram tais alimentos são sacrificados.
Por isso, recomenda-se observar o rótulo dos alimentos comprados e também arquivar comprovantes e notas fiscais das matérias-primas usadas na elaboração da ração preparada na propriedade. Cama de aviário (cama de frango), dejetos de suínos, sangue e derivados, farinha de sangue, de carne e de ossos, resíduos de açougue e qualquer produto que contenha, em sua composição, proteínas e gorduras de origem animal são proibidos na alimentação de ruminantes.
A fiscalização é necessária para evitar a entrada de doenças como a Encefalopatia Espongiforme Bovina, popularmente conhecida como Doença da Vaca Louca, já que a principal forma de contaminação pelo agente causador da enfermidade é a ingestão de alimentos compostos por esses subprodutos.
Encefalopatia Espongiforme Bovina - Doença da Vaca Louca
A Encefalopatia Espongiforme Bovina, conhecida como “Doença da Vaca Louca”, é uma enfermidade degenerativa, crônica e fatal que afeta o Sistema Nervoso Central de bovinos e bubalinos. É provocada pela forma infectante de uma proteína (príon) presente nos restos mortais de bovinos e bubalinos que manifestaram a doença. O consumo de alimentos contaminados pelo príon é a principal via de transmissão. Animais sadios contraem a doença pela ingestão de alimentos que contêm farinhas de ossos, carnes e carcaças de animais infectados. Por isso, é proibida a alimentação de bovinos, caprinos e ovinos com produtos de origem animal, incluindo a cama de aviário e dejetos de suínos.
Os animais contaminados apresentam:
• Nervosismo,
• Apreensão,
• Medo,
• Ranger dos dentes,
• Hipersensibilidade ao som, toque, luz,
• Ataxia.
A "Doença da Vaca Louca" provoca alteração comportamental e pode ser confundida com outras doenças que afetam o Sistema Nervoso Central, como Raiva, Poliencefalomalácia, Babesiose, Herpes Vírus Bovino e outras. Por isso, é importante a sua comprovação por meio de diagnóstico laboratorial.



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