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Instituto Mineiro de Agropecuária - IMA

Vazio Sanitário

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Vazio Sanitário da Soja

Vazio Sanitário é o período de ausência total de plantas vivas de soja e prevê a eliminação e a proibição do cultivo no período entre 1º de julho e 30 de setembro para evitar que o fungo causador da ferrugem da soja se multiplique durante o final da entressafra.

Isso significa que por 90 dias os produtores não poderão manter plantas vivas de soja em suas propriedades e as plantas remanescentes da última safra devem ser erradicadas.

Ficam isentas da medida somente as áreas de pesquisa científica, de produção de sementes genéticas e em casos de frustação de safra, quando autorizadas, controladas e monitoradas pelo IMA.

Quem não cumprir as regras estabelecidas para o período do vazio sanitário estará sujeito ao recebimento de auto de infração.Compete ao IMA fiscalizar, orientar, e punir os produtores que não cumprirem a legislação referente ao período do vazio sanitário.

O produtor deve comunicar ao escritório do IMA a ocorrência da doença e cumprir as orientações recomendadas durante as fiscalizações.

  • Cadastro de produtor

Todos os produtores de soja devem fazer o cadastro da área plantada a cada safra, até 30 dias após o plantio. Para isso, procurar o escritório do IMA onde a propriedade está registrada e preencher o documento Ficha inscrição unidade produção

  • Ferrugem da Soja

A Ferrugem da Soja também conhecida como Ferrugem Asiática é uma doença causada por fungos.  Os primeiros sintomas se manifestam nas folhas com o aparecimento de minúsculos pontos escuros. Posteriormente ao aparecimento das lesões ocorre a desfolha da planta que evita a completa formação dos grãos com consequente redução de produtividade.

O desenvolvimento da doença é extremamente rápido e se espalha com facilidade pelo vento e causa grandes prejuízos à produção.

 

Vazio Sanitário do Algodão

A manutenção de áreas em que se observa o cultivo permanente de algodão é uma ameaça para a cotonicultura mineira. Isso porque o Bicudo do Algodoeiro, considerado a principal praga da cultura, além de grande capacidade destrutiva possui habilidade para permanecer nessas lavouras durante a entressafra. Por esse motivo, fica estabelecido a data de 20 de setembro a 20 de novembro para o período do Vazio Sanitário do Algodão.  O Vazio é uma das medidas fitossanitárias para a prevenção e controle do Bicudo e visa proteger a produção do Estado dos prejuízos ocasionados pela praga.


Nesse período não pode existir nenhuma planta viva de algodão no Estado.  A eliminação de todos os restos culturais ou soqueira deve ocorrer no prazo de 15 dias após a colheita e será de responsabilidade dos produtores, proprietários, arrendatários ou ocupantes de propriedades produtoras de algodão.  Estão desobrigadas somente as áreas de pesquisa científica e de produção de sementes genéticas, quando autorizadas, controladas e monitoradas pelo IMA.

  • Cadastro de produtor

Toda área plantada  deve ser informada ao IMA até a data início do Vazio Sanitário, ou seja 20 de setembro de 2010.

Todos os produtores de algodão devem fazer o cadastro da área plantada a cada safra, até 60 dias após o término do plantio. Para isso, procurar o escritório do IMA onde a propriedade está registrada e preencher o documento Ficha inscrição unidade produção .

 


  • Bicudo do Algodoeiro

O Bicudo do Algodoeiro (Anthonomus grandis) é uma espécie de besouro que apresenta coloração cinza ou castanha e cara bastante alongada.

O inseto possui grande capacidade de infestação. Seu ataque provoca queda dos botões florais impedindo a abertura das maçãs e consequentemente redução considerável da produção.

 

Vazio Sanitário do Feijão

O Vazio Sanitário do Feijão será realizado de 20 de setembro a 20 de outubro e tem o objetivo de controlar a Mosca Branca e diminuir a quantidade de alimento para esse inseto, considerado uma das pragas mais prejudiciais para produtores de grãos.

A manutenção de áreas com o cultivo permanente de feijão mantém o inseto ativo e facilita a disseminação da doença. Por isso, neste período não poderá existir nenhuma planta viva em propriedades localizadas nos seguintes municípios: Arinos, Bonfinópolis de Minas, Brasilandia de Minas, Buritis, Cabeceira Grande, Chapada Gaúcha, Dom Bosco, Formoso, Guarda-Mor, João Pinheiro, Lagoa Grande, Natalândia, Paracatu, Riachinho, Unaí, Uruana de Minas, Urucuia e Vazante. A exceção ocorre onde a produção é destinada à pesquisa científica ou à produção de semente genética.

O plantio deve ser feito até 15 de junho para que no início do Vazio Sanitário, em 15 de setembro, a safra já tenha sido colhida. Restos culturais ou soqueira devem ser eliminados no máximo 15 dias após a colheita para diminuir locais de refúgio da praga.

O descumprimento da medida acarreta em multa ao produtor, interdição da propriedade e destruição do plantio. É de responsabilidade do produtor, proprietário, arrendatário ou ocupante a qualquer título das propriedades produtoras de feijão, a eliminação das plantas durante o período do Vazio bem como a destruição de todos os restos culturais ou soqueira no prazo de 15 dias após a colheita.

  • Cadastro de produtor

Todos os produtores devem fazer o cadastro da área plantada a cada safra, até 30 dias após o término do plantio. Para isso, procurar o escritório do IMA onde a propriedade está registrada e preencher o documento Ficha inscrição unidade produção .

  •  Mosca Branca

 A Mosca Branca é uma das pragas mais conhecidas no mundo e está presente em praticamente todas as regiões agrícolas, principalmente nas de clima tropical e subtropical. A praga causa enormes prejuízos, principalmente pela transmissão do vírus do Mosaico Dourado do Feijoeiro. O inseto pode ocorrer durante todo o desenvolvimento da cultura, mas tem preferência por plantas mais jovens e a população tende a diminuir com o crescimento do feijoeiro. Portanto, essa é a justificativa técnica para o vazio sanitário ser de 40 dias.

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