Minas deve imunizar 12 milhões de bovinos contra aftosa

Vacinação do circuito pecuário Centro-oeste ocorre em maio

( Em 24/04/2008 )

 

Com a expectativa de imunizar 12 milhões de bovinos de todas as idades, que estão distribuídos por 155 mil propriedades rurais em 325 municípios das regiões do Alto Paranaíba, Noroeste, Sudoeste, Sul de Minas e Triângulo Mineiro, tem início no dia 1º de maio até 31, a etapa de vacinação contra febre aftosa do Circuito Pecuário Centro-Oeste.

 

O Circuito, considerado o mais importante do país pelas autoridades sanitárias internacionais, é composto por parte dos estados de Minas Gerais e Paraná; Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São Paulo e Distrito Federal, com um total de 110 milhões de bovinos (53,6% do rebanho nacional de 205 milhões de cabeças).

Como já é tradicional, o lançamento oficial da campanha será realizado durante a solenidade de abertura da 74ª ExpoZebu, que acontece no dia três de maio, às 10 horas, no Parque de Exposições Fernando Costa, em Uberaba.

Ausência do vírus

 

“Atualmente, não há nenhum foco da doença no Brasil. Porém, a continuidade das medidas preventivas e educativas são fundamentais para evitar que ocorram crises com as de 2005 e 2006, que causaram vários transtornos para a pecuária brasileira”, diz o diretor-geral do IMA, Altino Rodrigues Neto.

Para o diretor do IMA, que também é presidente do Fórum Nacional dos Executores de Sanidade Agropecuária (FONESA), entidade que congrega todos os órgãos de Defesa Sanitária do país, apesar da inexistência de novos focos, autoridades da União Européia (UE) conseguiram barrar a entrada de carne brasileira na Comunidade, por desconfiar que exista um controle efetivo sobre a sanidade do rebanho nacional. “O tamanho do país e o fraco sistema de inspeção representam um grande obstáculo ao controle efetivo (da febre aftosa)”, diz.

 

Saúde pública

A febre aftosa representa uma importante ameaça para o bem estar da população, devido ao seu impacto sobre a economia nacional de diversos países, onde o comércio com o exterior e estabilidade, dependem diretamente da confiabilidade dos alimentos de origem animal, que devem ser oriundos de animais isentos desta enfermidade, demonstrando a estreita relação que existe entre saúde pública, o ambiente e o bem estar sócio-econômico.

Segundo Altino Rodrigues Neto, a importância da febre aftosa em saúde pública seria ínfima se não considerássemos sob o ponto de vista social e econômico. Afeta os produtores, empresários e famílias rurais por seus efeitos desfavoráveis sobre a produção, produtividade e rentabilidade pecuária. Incide negativamente nas atividades comerciais do setor agropecuário, prejudicando o consumidor e a sociedade em geral pela interferência que a doença exerce na disponibilidade e distribuição dos alimentos de origem animal, assim como pelas barreiras sanitárias impostas pelo mercado internacional de animais, produtos e subprodutos. E mais, onera os custos públicos e privados, pelos investimentos necessários para sua prevenção, controle e erradicação”.

Dessa maneira, enfatiza o diretor-geral do IMA, “ainda se faz necessário que se mantenha a vacinação em Minas Gerais. O estado, que detêm o terceiro maior rebanho do país, com 22,6 milhões e cabeças, é sempre uma região que oferece risco do ressurgimento da aftosa, em decorrência da extensão de seu território que é cortado por várias rodovias federais que ligam o Sul ao extremo Norte do Brasil”.

 


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