Câmara Técnica define necessidades da eqüideocultura mineira
(Em 02/07))
Em reunião na última quinta-feira (26), no auditório da Secretaria de Estado de Agricultura, a Câmara Técnica da Eqüideocultura, composta por representantes de órgãos do governo e iniciativa privada, definiu as cinco maiores necessidades do setor em Minas Gerais.
As questões estão relacionadas no Plano Setorial da Eqüideocultura, responsabilidade da Câmara Técnica, que deve contextualizar o setor, relatar tendências e oportunidades e, principalmente, identificar os entraves e propor soluções. A Câmara foi criada em 2004, mas ficou estagnada até maio deste ano, quando se reuniu para elaborar e discutir o Plano.
Foram consideradas pelo grupo, em sua última reunião, as maiores necessidades da área: recursos financeiros para aplicação específica em atividades de defesa sanitária animal ligadas ao Programa Estadual de Sanidade Eqüídea; inserção do eqüídeo nos meios turístico, ambiental, cultural e social; diminuição da carga tributária sobre o setor; treinamento de mão-de-obra especializada para a lida com eqüídeos e realização de feiras e leilões durante todo o ano.
Para realizar um estudo profundo de cada necessidade e propor as soluções mais viáveis, foram nomeadas cinco comissões e cada uma trabalhará especificamente com um problema. Em setembro a Câmara se reúne novamente e as propostas serão formalizadas no Plano Setorial.
O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), responsável pela defesa agropecuária no estado, está representado na Câmara e através de seus profissionais irá propor melhorias no que diz respeito à sanidade eqüídea em Minas. Para a médica veterinária do Instituto e relatora da Câmara Técnica, Valéria Almeida, o Plano Setorial é uma oportunidade dada pelo Governo do Estado para o desenvolvimento da equideocultura. “A iniciativa privada e o Poder Público necessitam trabalhar juntos para que as ações de vigilância sanitária, controle e erradicação de doenças que acometem os eqüídeos sejam intensificadas”, afirmou.
Plantel
Minas Gerais possui o segundo maior rebanho eqüídeo (cavalos, jumentos, mulas) nacional com 1,1 milhão de cabeças, ficando atrás somente da Bahia que possui 1,3 milhão. Com relação ao rebanho eqüino (cavalos e éguas), Minas ocupa o primeiro lugar, com 865 mil animais.
No mercado mundial, o Brasil está em terceiro lugar em número de eqüídeos existentes, com 8,5 milhões de animais, ficando atrás somente da China e do México, respectivamente com 21,4 milhões e 12,8 milhões.
Em todo o país, o agronegócio cavalo concentra um faturamento anual da ordem de R$ 7,3 bilhões, gerando 641 mil empregos diretos.
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